O movimento te puxa pra cima

Quem entra em ação é recompensado

Como uma boa ansiosa sou perfeccionista. Planejo tudo, penso na melhor forma de fazer… mas na maior parte da minha vida não coloquei essas boas ideias em prática. Todo mundo conhece alguém que quando sai um aplicativo novo a pessoa vem te dizer que ela já tinha pensado nessa ideia. Pois é, somente pensar e planejar não é o suficiente. Se você não fizer, daqui um tempo outra pessoa vai fazer, alguém vai ter a mesma ideia. E você? Vai estar lá parado observando e dizendo que já tinha pensado nisso. Quando percebi que eu estava mais próxima de ser o observador do que a pessoa que está executando fiquei com medo de, em algum ponto, perceber que já era tarde demais.

Graças a isso, comecei com o que tinha. Postei um primeiro vídeo de uma série que já tinha planejado: Levando uma expert do zero à primeira venda. A ideia é uma série de vídeos curtos, para postar no Instagram, TikTok e YouTube acompanhando minha jornada sendo estrategista digital para outra pessoa pela primeira vez.

Apesar de estar no movimento, demorei para postar esse primeiro vídeo. Demorei no roteiro e demorei na edição, esperando ficar um pouco melhor para ser bom o suficiente para postar. Quando terminei, amei o resultado, inclusive achei engraçado que o vídeo ficou com quase 4 minutos, pensei “eu realmente gosto de falar sobre esse assunto”. Mas adivinha? Quando fui postar, tive um aviso do Instagram que vídeos acima de 3 minutos não são entregues para público novo. Aí acabou a graça. No YouTube, nem consegui subir no Shorts, tive que subir como um vídeo comum, mas na vertical (eu morri por dentro neste exato segundo).

Esse vídeo estava perfeito enquanto ainda não tinha sido colocado no mundo – foi depois que ele passou a existir que os problemas também apareceram. Mas o que é um problema se não uma oportunidade de achar uma solução?

Como alguém que pensa demais e analisa todas as situações, já me peguei refletindo sobre como são os conteúdos curtos que funcionam, de fato, nos dias de hoje. Perceba, eu só cheguei nessa reflexão, desta exata forma, porque este problema apareceu. Eu já pensei muitas vezes sobre conteúdos que funcionam, já estudei, já inclusive criei muitos vídeos para muitas pessoas… e ainda assim fiz a cagada de fazer um vídeo “curto” de 4 minutos.

Graças ao vídeo curto mais longo da história, eu percebi que poderia falar de temas bem pontuais, de forma direta e clara. Sem fazer toda uma tese do porquê que eu cheguei naquela conclusão ou porque agi de determinada forma. Então peguei um único assunto e resolvi fazer um vídeo sobre a minha cabana. Resumindo em uma frase, falei que numa acomodação que você faz para empreender e não para morar, a qualidade dos móveis vem antes da estética.

No primeiro vídeo, que postei dia 3 de outubro, tive as seguintes visualizações:

Nada mau, se considerar que no Instagram tenho 470 seguidores, todos sendo conhecidos.

Já no segundo vídeo, usando um pouquinho de conhecimento que tive ao postar o primeiro, essas são as métricas:

Admito que hoje, dia 8, quando vi esses números fiquei chocada, emocionada e muito feliz. O movimento compensa. É difícil sair da inércia quando você já está a tanto tempo parado, dá medo e parece que vai dar tudo errado. Sim, é verdade que os problemas só aparecem quando a sua ideia ganha vida. Mas a parte boa também só vai existir se o seu projeto estiver no mundo.

Eduarda, isso significa que todos os vídeos que você fizer a partir de agora vão ter todas essas visualizações? Definitivamente não.

Já postei outro vídeo, no dia 7 e até então esses são os números:

Por isso que entrar em movimento é tão importante, no mundo da sua cabeça você até pode saber como seria o melhor vídeo, mas no mundo real você não tem todo esse conhecimento sobre o que funciona.

Não dá para parar de postar, parar de fazer e se movimentar. Afinal, se você souber acumular o conhecimento, o resultado sempre vai ser recompensador.

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